Aos aventureiros

O mundo todo pode estar em nossas mãos apesar de não termos cruzado tantas fronteiras assim. E nos barrarem não por termos uma idade que nada diz sobre nós, mas pela nossa coragem.Quem barra, teme. Quem estanca, precisa. Quem deixa ir, dá asas. E quem dá asas ensina que estabilidade é necessário mas que quando ouvirmos convites da voz interior para quilômetros, rostos, sotaques ao menos uma vez é preciso ir. A capacidade de traçar uma vida e tentar seguir os rascunhos pra no fim exibir uma tela abstrata pra qualquer um, sempre contrariou a preferência de muitos pela simplicidade do improvável, ou seja, viver

Isso vai além das nossas convicções políticas, além das coisas que escrevem por aí, além do Belchior cantando: “Não quero o que a cabeça pensa, eu quero o que a alma deseja (...) Meu bem, o mundo inteiro está naquela estrada ali em frente.” É ter alma livre. Não ter medo, criar e acreditar nas possibilidades. Cumprimentar as dificuldades como quem cumprimenta um conhecido que não tem muita relevância. Acreditar.

Mundos pequenos são pouco atrativos, são poucas as  passagens disponíveis  para amores monótonos, desses que só fazem revoluções na cama. É preciso pegar o ônibus pela manhã, sorrir com os olhos, chamar com piscadas, concretizar!Ter o mundo significa estar pronto a qualquer hora, sem muito a levar.  É ter o diferente como essencial e a mudança como sobrenome. É navegar sem saber nadar, ter fé.

Talvez vivamos mais cinquenta anos ou até a noite, traçar a rota é importante, percorrer é fundamental. 
Nem a melhor imaginação é capaz de imaginar as coisas que estão por serem descobertas, nem os melhores oradores foram capazes de expressar a grandeza sobre isso aqui. Os mistérios são o tempero do caminho. Caminhe só, caminhe junto, caminhe.

Foto: www.chongas.com.br

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