Imperatriz do Maranhão

Sábado eu ando desatento
Quando vejo, estou  na XV de Novembro
Esses dias voltei do litoral, fui pra Reviver
Voltei pra casa noite adentro,
Na Jacob de todos os dias
Entro na Pedro Neiva e,
Escapo por um triz
Limpo o suor enquanto cospem um
"Sai da frente infeliz"
Não liga, seja bem-vindo à Imperatriz!
Na praça que é toda poder
Entrelaça ruas que parecem interior de SP,
Na beira do rio estou em casa.
Do lado onde a Bela é Vista,
Vejo crescer mais um prédio na minha terra
Com sua ponte sustentada por guindastes poéticos
Que colorem o silêncio dos que às onze já dormem.
Na desUnião da praça
A gente riu e marcou na rodoviária.
Chegamos aqui há dias e o assunto é lá
Tu precisa conhecer nossa Cultura,
A galera boa da Garrinha Mané!
Leva logo tua mulher
Pra pedalar no Parque nas Estrelas
Que eu levo vocês pra passear
Não sou dona das quebradas de lá
Mas conheço lugares que muitos não vão entrar
Depois vamos lá no Bacuri
Beber no Gil que não sorri
Cumprimentar a Santa Rita, 
Que é uma das maiores de lá.
Mapeei as ruas na minha essência,
Namorei um tempo no Anhanguera,
Menino bom, todo contente
Mal sabia que eu faço isso
Pelos cinco continentes.
Entre o Norte e Sul de Imperatriz
São só trinta minutos,
Não vai de ônibus às dezoito porque tu fica puto!
Mas no caminho do Ouro Verde à Redenção
É cheio de gente de bom coração
Te dão água, quiçá, café!
E se ainda chover entre Março e Dezembro,
Vende
sombrinha,
Garrafada,
Panelada,
No Mercadinho
Por gente
Que diz que quem tem sotaque e gírias é você
"Mar moço!"


Foto: Joedson Silva

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